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Churrasco de Carnes DOP na apresentação da FIA Lisboa

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Seis raças de carne de seis regiões diferentes de Portugal vão fazer parte do 3º Festival de Carnes Portuguesas Certificadas – DOP a acontecer de 25 de junho a 3 de julho, na Feira Internacional de Artesanato (FIA), na FIL, Parque das Nações.

Os produtos DOP (Denominação de Origem Protegida) são únicos. As condições climáticas, a área geográfica onde tem lugar o nascimento e criação dos animais e o tipo de alimentação, sempre de pasto natural, dão origem a carnes com diferentes aromas, sabores, consistência e texturas, mas cujo denominador comum é a qualidade indiscutível, sendo um trunfo para a região a que pertencem e, também, motivo de orgulho.

 “As carnes DOP não são assim tão diferentes, o que as diferencia é a região e o terreno ser mais ou menos acidentado, porque são todas produtos naturais, são amamentados nas mães e passam pelos pastos naturais”, refere o Sr. Torres, representante da carne Minhota.

E esta não é a única ideia comum defendida pelos vários representantes presentes. Todos afirmam que, para manter o seu verdadeiro sabor, a carne deve ser confecionada, segundo Luís Temudo, da carne Marinhoa, apenas “com sal e grelha”, variando apenas a temperatura da chama e o corte.

O corte é um fator muito importante, assegura Maria José, do restaurante especialista em carne Arouquesa, porque “se a carne for cortada conforme a textura, fica dura e seca, não larga o molho e não se consegue confecionar em condições. Tem que ser cortado tudo ao contrário para termos uma carne tenra. Já vi a ser feita muita asneira porque, um mau corte pode estragar uma boa carne”.

As carnes DOP são também um chamariz para os turistas, apesar do consumo ser “essencialmente interno”, afirma o Sr. Costa enquanto espreita a confeção da sua carne Maronesa, afirmando que “a construção do túnel do Marão contribuiu para um aumento do consumo”.

Também a presença em várias feiras e o feedback positivo por parte dos visitantes proporcionam um grande crescendo porque, “quem não aparece, esquece-se” e, “acho que a crise fez com que as pessoas se voltassem mais para aquilo que é nosso, o que faz todo o sentido, porque seja onde for, temos produtos excelentes”, acredita o Sr. Avelino, representante da carne Barrosã.

Para além de usufruírem da gastronomia e vinhos portugueses, os visitantes terão acesso a mais de 600 expositores de cerca de 40 países participantes, assim como a um vasto programa em que constam exposições temáticas, prémios e concursos, ateliers, workshops, atuações musicais, jogos tradicionais e conferências.

Aquela que é a maior Festa Intercultural da Península Ibérica contará novamente com o Concurso de Artesanato FIA Lisboa, nas categorias tradicional e contemporâneo.

A FIA funcionará das 15h às 24h e o preço dos bilhetes varia entre os 2,50 euros e os 5 euros