
Alter do Chão, uma das joias do Alentejo, reforça o seu estatuto como destino de referência para os amantes do cavalo lusitano. Um protocolo de cooperação entre o Grupo Vila Galé, a Companhia das Lezírias e a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Alter do Chão (EPDRAC) promete dinamizar o turismo equestre na região, preservando a tradição e promovendo experiências autênticas.
O Hotel Vila Galé Collection Alter Real, instalado nas antigas instalações da histórica Coudelaria, já é um polo de atração para quem valoriza o contacto com o mundo equestre. Agora, a parceria aposta em apresentações regulares, na preservação das raças autóctones e na valorização do património ligado ao cavalo lusitano.
Durante a cerimónia de assinatura do protocolo, Jorge Rebelo de Almeida, presidente do Grupo Vila Galé, destacou o enorme potencial da região: “O nosso objetivo é proporcionar experiências diferenciadoras, valorizando o território e a sua cultura.”
Já, José Santos, Presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo e Ribatejo, salientou que “A colaboração entre o setor público e privado desempenha um papel fundamental na valorização do património e na qualificação dos serviços turísticos, elevando a qualidade e atratividade da experiência dos visitantes. O Alentejo e o Ribatejo são destinos de excelência, onde a tradição, a história e a inovação se unem para fortalecer a oferta turística.”
O evento contou com cerca de 150 convidados, incluindo autoridades locais e nacionais, e foi um verdadeiro tributo à cultura equestre. Desde uma receção especial com alunos da EPDRAC a cavalo, até exibições no emblemático Picadeiro D. José de Athayde, o dia foi marcado pela tradição e pela celebração do património. Houve demonstrações de falcoaria, visitas a pontos históricos da Coudelaria e atuações da Escola Portuguesa de Arte Equestre e da Charanga da GNR.
Além deste novo impulso ao turismo, Alter do Chão tem outro motivo de orgulho: a Arte Equestre Portuguesa foi recentemente classificada pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade. Este reconhecimento reforça ainda mais o valor da cultura equestre nacional e o papel fundamental do cavalo lusitano na identidade do país.
Para José Manuel Santos, a aposta na arte equestre é um caminho a seguir por uma Região de Turismo, que tem inúmeros recursos na região ligados à Arte Equestre. “Não será uma tarefa fácil, porque este é um produto complexo, mas esta visita a Alter do Chão prova que é possível criar atividades integradas e conteúdos de extremo interesse relacionados com este setor. Temos de dar visibilidade à Arte Equestre Portuguesa como catalisador de turismo, tanto a nível nacional como, acima de tudo, internacional.”
O Presidente da ERT Alentejo e Ribatejo, reforçou ainda a ideia “de que, lá fora, esta atividade tem um potencial imenso para atrair turistas de todo o mundo. Agora é criar as ferramentas para o fazer e dar as condições para que os turistas a possam vir conhecer, tendo uma oferta hoteleira de qualidade e programas atrativos.”
Com iniciativas como esta, o Alentejo e o Ribatejo consolidam-se como destinos de excelência, onde tradição e inovação se unem para oferecer experiências únicas. Alter do Chão continua a escrever a sua história, agora com ainda mais brilho no mundo do turismo equestre.