
A Força Aérea Portuguesa voltou a desempenhar um papel crucial no combate aos incêndios rurais, através da utilização de meios aéreos altamente especializados. No passado sábado, 16 de agosto, um avião P-3C CUP+ da Esquadra 601 – conhecida como “Lobos” – sobrevoou diversas regiões do interior do país, no âmbito do Plano Hefesto II.
Este plano, coordenado em articulação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), tem como objetivo assegurar uma vigilância ativa das áreas mais sensíveis e apoiar o trabalho pós-rescaldo das equipas no terreno. A presença da aeronave permite identificar focos de risco, monitorizar zonas críticas e transmitir informação em tempo real às forças de intervenção.
Durante mais de quatro horas de voo, o P-3C CUP+ patrulhou os céus sobre a Lousã, Arganil, Sabugal, Gouveia, Freixo de Espada à Cinta e várias outras localidades, cobrindo vastas áreas particularmente vulneráveis a incêndios rurais. A bordo, seguiu também um analista da ANEPC, responsável por acompanhar e interpretar os dados recolhidos.
As missões aéreas de vigilância têm vindo a revelar-se determinantes para aumentar a eficácia das operações no terreno, permitindo uma resposta mais rápida e precisa das brigadas de combate. Com a combinação entre meios tecnológicos avançados e coordenação direta com a Proteção Civil, a Força Aérea reforça a sua contribuição essencial no combate aos incêndios, protegendo populações, património natural e infraestruturas.
Ao garantir esta vigilância permanente, o P-3C CUP+ demonstra que a supremacia aérea pode ser uma arma decisiva no combate aos incêndios em Portugal.





















