
A Vinha Maria Teresa, com mais de 100 anos, reúne uma mistura rara de mais de 50 castas, refletindo a diversidade genética e histórica das vinhas antigas do Douro. Esta vinha centenária está na origem do perfil profundo e complexo do vinho, conferindo-lhe estrutura, longevidade e uma expressão muito própria do seu terroir. As uvas são vindimadas manualmente, transportadas em pequenas caixas e submetidas a uma criteriosa seleção à entrada da adega.
Após desengace total e pisa em lagar tradicional, a fermentação decorreu em cubas de aço inox com temperatura controlada. No final da fermentação alcoólica, procedeu-se a uma prensagem suave. O vinho estagiou cerca de 20 meses em barricas novas, maioritariamente de carvalho francês, sendo o lote final resultado da seleção criteriosa das melhores barricas. Este estágio contribui para um perfil de grande profundidade, precisão e carácter, fiel à identidade da Vinha Maria Teresa.
De cor ruby profunda e elevada concentração, o Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2020 distingue-se pela sua complexidade aromática e estrutura sólida. No nariz, revelam-se aromas de frutos silvestres maduros, especiarias finas e notas frescas de bosque duriense, com a esteva em evidência. Na boca, apresenta-se poderoso e equilibrado, com taninos bem definidos, textura elegante e um final longo, persistente e envolvente, revelando um notável potencial de evolução em garrafa.
Com 14,5% de álcool, o vinho expressa intensidade com equilíbrio, preservando frescura e harmonia ao longo da prova. A temperatura de serviço recomendada situa-se entre 16 e 18 ºC, permitindo uma leitura completa do seu perfil aromático e estrutural. A enologia é assinada por Manuel Lobo e Cátia Barbeta, numa abordagem rigorosa e coerente com a identidade de uma das vinhas mais emblemáticas do Douro.
O ano vitícola de 2020 foi particularmente exigente, marcado por um contexto pandémico sem precedentes e por condições climáticas desafiantes. Um inverno invulgarmente quente, seguido de períodos de precipitação significativa, conduziu a um ciclo vegetativo adiantado. Os meses de verão, quentes e secos, exigiram um acompanhamento atento da maturação, sendo determinante a definição do momento ideal de colheita. A vindima decorreu entre 17 de agosto e 25 de setembro, resultando numa produção mais reduzida e em uvas de elevada concentração.




















