
A gastronomia açoriana em Lisboa aproxima a capital de uma cozinha em que o mar, as pastagens e a vida insular deixam marca.
Nos Açores, os sabores têm uma ligação estreita ao território. O peixe e o marisco convivem à mesa com a carne, os laticínios e o pão, numa cozinha com tradições que variam entre ilhas. A distância e os recursos disponíveis ajudaram a moldar esse receituário, ao qual se juntaram produtos trazidos de outras paragens e adaptados às condições do arquipélago.
É desta relação entre origem e sabor que parte a segunda edição da Semana do Bife Regional dos Açores. Em plena Praça de Espanha, o BASÁLTICO Restaurant & Garden Terrace, no Hotel Açores Lisboa, recebe um menu criado pelo chef Luís Correia, com o bife regional no centro de uma refeição que também dá espaço ao bolo lêvedo, à pimenta da terra e ao ananás.
Sob o mote «Lisboa encontra os Açores à mesa», a gastronomia açoriana em Lisboa ganha expressão num menu que reúne referências das ilhas sem se limitar ao prato principal. O encontro começa no couvert e prolonga-se até à sobremesa, permitindo reconhecer, em diferentes momentos, produtos e hábitos da cozinha açoriana.
Gastronomia açoriana em Lisboa começa no pão e nos temperos
O pão tem uma presença habitual nas refeições açorianas, com receitas e formas de o servir que diferem entre ilhas. Neste menu de gastronomia açoriana em Lisboa, Luís Correia junta bolo lêvedo e pão de massa mãe, servidos com manteiga Rainha do Pico e azeitonas com pimenta da terra.
Associado às Furnas, em São Miguel, o bolo lêvedo acrescenta uma nota doce a este primeiro momento. A pimenta da terra, por sua vez, introduz um tempero com presença marcada na cozinha açoriana, particularmente na ilha de São Miguel. São dois sabores distintos que ajudam a situar a refeição antes da chegada do bife.
A manteiga completa o couvert e estabelece uma ligação a outra componente importante da produção regional: os laticínios. O clima temperado favorece a manutenção das pastagens, que sustentam a criação de bovinos e aproximam dois produtos fundamentais da mesa açoriana, o leite e a carne.
Das pastagens ao bife regional
Nas terras dos Açores, as reses criadas em regime de pastoreio alimentam-se ao ar livre. A erva das pastagens naturais ou melhoradas constitui a base da sua alimentação, podendo ser complementada com feno, silagem e outros alimentos.
Esta forma de criação ajuda a explicar as características da Carne dos Açores com Indicação Geográfica Protegida. A tenrura, a suculência e a textura macia estão ligadas às condições naturais do arquipélago e aos métodos tradicionais de alimentação e maneio. A aptidão das ilhas para a criação de gado está documentada desde o século XVI.
É neste contexto que o bife regional ocupa o seu lugar na tradição gastronómica açoriana. Na gastronomia açoriana em Lisboa, o BASÁLTICO dedica-lhe esta iniciativa, colocando-o no centro do menu depois de um couvert que já estabeleceu a ligação aos produtos das ilhas.
A passagem para a sobremesa mantém esse fio condutor. Luís Correia junta pudim de nata e ananás dos Açores, fruto introduzido em São Miguel a partir do Brasil no século XIX. Cultivado em estufas, tornou-se uma referência regional e um exemplo de como a cozinha das ilhas também incorporou sabores chegados de fora.
Gastronomia açoriana em Lisboa para lá desta semana
O enquadramento do restaurante acompanha o do próprio Hotel Açores Lisboa, integrado na Bensaude Hotels. Com unidades em São Miguel, na Terceira e no Faial, além da presença na capital, o grupo mantém uma ligação ao arquipélago que esta proposta de gastronomia açoriana em Lisboa traduz à mesa.
A segunda edição da Semana do Bife Regional dos Açores decorre de 12 a 17 de outubro, ao almoço e ao jantar, mantendo-se também disponíveis a carta habitual do BASÁLTICO e os menus executivos.
Depois da semana especial, o bife regional continua na ementa aos sábados, ao almoço e ao jantar, prolongando à mesa a ligação às à cozinha das ilhas e suas tradições


















