
O Benfica e o Sporting protagonizaram esta sexta-feira o dérbi lisboeta da 13.ª jornada da I Liga, num duelo carregado de intensidade e emoção na Luz. O Benfica, beneficiado pelo fator casa mas pressionado pela tabela, viu o Sporting assumir as rédeas do jogo nos primeiros minutos, com maior posse e agressividade na recuperação de bola.
Logo aos 13 minutos, Pedro Gonçalves fez explodir a bancada verde e branca: um erro monumental de Barrenechea, ao perder o equilíbrio na receção de Trubin, abriu caminho para Hjulmand recuperar e servir Pote, que não perdoou e inaugurou o marcador.
Os leões quase ampliaram a vantagem aos 18’, quando Maxi Araújo disparou com perigo, levando a bola a rasar o poste da baliza encarnada. O aviso estava dado.
Mas seria Georgiy Sudakov, estreante em dérbis, a devolver esperança às águias. Aos 27’, após um passe oportuno de Richard Ríos, o ucraniano apareceu na área para encostar e furar as redes leoninas, assinando o empate.
A partir daí, o Benfica cresceu no jogo. Mais empolgadas, as águias conquistaram segundas bolas, pressionaram alto e criaram lances no meio-campo adversário, equilibrando o duelo. O intervalo chegou com o marcador em 1-1: Sporting mais forte na entrada, Benfica a reagir com personalidade.
A segunda parte arrancou com o Sporting a procurar novo ímpeto ofensivo. Pedro Gonçalves bateu um livre da esquerda para a área, mas Otamendi mostrou experiência e afastou o perigo de cabeça. Aos 52 minutos, Hjulmand tentou lançar Maxi Araújo em profundidade, mas o uruguaio estava em posição irregular e o lance foi travado pelo fora de jogo.
Geny Catamo, sempre elétrico na faixa direita, assinou aos 59’ um cruzamento tenso e perigoso, que atravessou toda a grande área encarnada sem encontrar destinatário. O Benfica respondeu com perigo aos 75’: Richard Ríos apareceu sozinho no segundo poste, pronto para desferir o golpe, mas Suárez cortou em cima da linha de golo, cedendo canto e evitando o 2-1.
Já perto do apito final, o dérbi ganhou contornos de polémica. Aos 89’, Prestianni viu cartão amarelo por travar um contra-ataque conduzido por Catamo. Chamado pelo VAR, António Nobre reviu o lance e mostrou vermelho direto ao argentino por entrada grosseira, deixando as águias reduzidas a dez.
Nos instantes finais, o Sporting ainda tentou uma última aproximação à área encarnada, mas sem sucesso. O dérbi lisboeta terminou com intensidade, polémica e um empate a uma bola, mantendo viva a eterna rivalidade entre o Benfica e Sporting.




















