
Há uma decisão capaz de levar um vinho desconhecido à carta de um restaurante do outro lado do mundo: a escolha de quem o prova, o conhece e o recomenda. É também por isso que a reunião dos melhores sommeliers do mundo em Lisboa interessa muito para além dos participantes no concurso. Durante uma semana, a capital portuguesa concentra profissionais que influenciam a forma como os vinhos chegam à mesa em diferentes países.
Entre 11 e 17 de outubro, Lisboa acolhe a 18.ª edição do ASI Contest Best Sommelier of the World 2026, promovido pela Association de la Sommellerie Internationale (ASI), com a Associação dos Escanções de Portugal como anfitriã. O encontro reúne representantes de dezenas de países e culmina, a 16 de outubro, com a final no Coliseu dos Recreios.
Melhores sommeliers do mundo têm um português na competição
Entre os candidatos está Marc Pinto, sommelier do restaurante FIFTY SECONDS, do grupo SANA, que representa Portugal na disputa pelo título. A sua presença dá um rosto português a uma prova onde não basta reconhecer castas ou regiões: é preciso demonstrar domínio do serviço, interpretar situações e tomar decisões sob avaliação de um júri.
A competição dos melhores sommeliers do mundo decorre em várias fases eliminatórias e distingue competências que, fora do concurso, fazem parte do trabalho diário destes profissionais. São eles que ajudam a construir cartas de vinhos, sugerem harmonizações e apresentam ao cliente referências que talvez não escolhesse por iniciativa própria.
Mas o encontro não se esgota na atribuição de um prémio. À volta das provas, produtores e especialistas partilham experiências, mostram diferentes estilos e estabelecem contactos. Para os vinhos portugueses, esse diálogo tem especial relevância num setor onde o reconhecimento de uma região nem sempre acompanha a qualidade ou a diversidade da sua produção.
A programação que acompanha os melhores sommeliers do mundo inclui sessões de formação, provas e encontros entre participantes e produtores. Segundo a associação anfitriã, são esperados mais de 3.500 profissionais ligados ao setor, provenientes de 72 países.
Vinhos portugueses diante dos melhores sommeliers do mundo
É neste ambiente que a Sogrape participa pela primeira vez como Gold Event Partner, levando ao encontro vinhos do Douro, Vinho Verde, Dão, Bucelas e Alentejo. A seleção permite mostrar, no mesmo espaço, diferenças de castas, origens e métodos de produção que ajudam a explicar a identidade vínica portuguesa.
Entre os vinhos apresentados encontram-se referências da Casa Ferreirinha, Sandeman e Porto Ferreira, ligadas ao Douro e ao vinho do Porto, a par de propostas da Quinta de Azevedo, no Vinho Verde, e da Quinta dos Carvalhais, no Dão. A diversidade estende-se à Quinta da Romeyra, em Bucelas, e à Herdade do Peso, no Alentejo, incluindo ainda vinhos de Trinca Bolotas, Série Ímpar e Mateus. Um conjunto que permite aos melhores sommeliers do mundo conhecer diferentes expressões da produção nacional.
«Portugal tem hoje vinhos extraordinários, reconhecidos e apreciados nos principais mercados do mundo», afirma Fernando da Cunha Guedes, presidente da Sogrape, que considera o contacto com estes profissionais importante para dar a conhecer o país produtor e os seus vinhos nos mercados internacionais.
Da prova à carta de vinhos
A participação da empresa inclui o The Insider Pour, no Bar des Sommeliers, onde são apresentados vinhos raros e edições especiais. A Sogrape Wine Academy promove ainda a masterclass Portugal: A Country of Diversity, conduzida por António Graça, dedicada às diferentes expressões do vinho nacional.
Quando o vencedor for anunciado no Coliseu dos Recreios, a competição terá chegado ao fim. Para Portugal, a passagem dos melhores sommeliers do mundo por Lisboa deixa também um encontro entre quem produz vinho e quem, todos os dias, o apresenta a novos consumidores.
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