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Quinta das Carvalhas vence Best of Wine Tourism com a emblemática Casa Redonda

Quinta das Carvalhas vence nos Best of Wine Tourism com a Casa Redonda, reconhecida pela arquitetura e integração na paisagem do Douro.

Casa Redonda da Quinta das Carvalhas sobre o rio Douro e as encostas vinhateiras.
A Casa Redonda da Quinta das Carvalhas, distinguida nos Best of Wine Tourism - ®DR

A Casa Redonda, erguida nos anos 60 no ponto mais alto de uma das propriedades mais conhecidas do Douro, acaba de somar um novo capítulo à sua história. A Quinta das Carvalhas venceu a categoria “Arquitetura e Paisagem” dos Best of Wine Tourism, distinção promovida pela rede internacional Great Wine Capitals e dedicada a projetos de enoturismo que se destacam pela qualidade, inovação, sustentabilidade e ligação ao território.

O prémio distingue um edifício que se tornou uma das imagens de marca da propriedade. Situada a cerca de 500 metros de altitude, a Casa Redonda beneficia de uma vista de 360 graus sobre o vale do Douro e foi concebida para acompanhar a paisagem, sem competir com ela. Atualmente, acolhe provas especiais, almoços e outras experiências ligadas ao vinho e ao território.

Quinta das Carvalhas soma novo reconhecimento

A distinção chega no mesmo ano em que a Quinta das Carvalhas foi eleita “Produtor do Ano” nos FIJEV Awards, reforçando a projeção internacional de uma propriedade cuja história documentada remonta a 1759. Para a Real Companhia Velha, proprietária da quinta, o novo prémio acrescenta ainda um terceiro reconhecimento nos Best of Wine Tourism.

Em 2021, a Quinta das Carvalhas venceu na categoria “Serviço de Enoturismo”. Um ano antes, o Museu da 1.ª Demarcação, integrado no centro de visitas 17.56 Museu & Enoteca da Real Companhia Velha, tinha sido distinguido em “Arte e Cultura”. A empresa soma agora três vitórias na competição.

A dimensão familiar da Casa Redonda também surge associada ao prémio. Tiago Silva Reis, diretor-executivo da Real Companhia Velha e membro da terceira geração da família ligada à empresa, recorda que o edifício foi idealizado pelo avô, Manuel da Silva Reis.

“O meu avô estaria bastante orgulhoso, acima de tudo pela qualificação que temos imprimido a esta infraestrutura”, afirma, sublinhando que a distinção reconhece “um espaço singular da Quinta das Carvalhas” e o investimento numa oferta de enoturismo onde se cruzam vinho, património, arquitetura e paisagem.

Uma Casa Redonda voltada para o Douro

Também Álvaro Martinho Lopes, diretor-técnico da propriedade há quase três décadas, associa o reconhecimento ao trabalho realizado nos últimos 15 anos na recuperação e valorização dos espaços comuns. A Quinta das Carvalhas ocupa atualmente 515 hectares, dos quais 135 de vinha, distribuídos por encostas marcadas por fortes declives, vinhas antigas, muros de xisto e diferentes cotas de altitude.

Para José Ferreira de Sá, diretor de Hospitality e Enoturismo da Real Companhia Velha, a paisagem é precisamente o ponto de partida da Casa Redonda. “Nada na Casa Redonda compete com a paisagem, tudo a procura servir”, refere. A frase ajuda a explicar o critério que esteve na origem da distinção: a relação entre arquitetura e território.

Quinta das Carvalhas entre património e enoturismo

Localizada no concelho de São João da Pesqueira, a Quinta das Carvalhas estende-se pela margem esquerda do Douro, frente ao Pinhão, e ocupa ainda parte da encosta superior da margem direita do rio Torto. A propriedade integra vinhas com perto de um século, jardins, olivais e estruturas tradicionais que ajudam a contar a transformação do Alto Douro Vinhateiro.

Essa combinação entre produção vitivinícola, património e visitação tornou-se também parte da estratégia da Real Companhia Velha, empresa fundada em 1756 e ligada há 270 anos ao Vinho do Porto e aos vinhos do Douro. A companhia detém cinco quintas na região, num total de 557 hectares de vinha própria.

Com este prémio, a propriedade não acrescenta apenas uma distinção ao currículo. A Casa Redonda passa a estar formalmente reconhecida por uma rede internacional que avalia a forma como o vinho, a arquitetura e a paisagem podem construir uma experiência de território — justamente os elementos que, no Douro, dificilmente se conseguem separar.

aNOTÍCIA.pt