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Miguel Meneses vence Troféu Portugal 2026 com a Caldeirada da Foz das Beiras

Miguel Meneses venceu o Troféu Portugal 2026 com a Caldeirada da Foz das Beiras, numa final marcada pelo mar e pela identidade regional.

Miguel Meneses durante uma prova do Troféu Portugal 2026, em Matosinhos.
Miguel Meneses durante a competição do Troféu Portugal 2026, em Matosinhos - ®DR

O prato que decidiu a final nasceu de uma memória familiar e chegou a Matosinhos com um nome que já revelava a ligação ao território. Miguel Meneses venceu o Troféu Portugal 2026 com a “Caldeirada da Foz das Beiras”, numa disputa equilibrada em que o mar foi o ponto de partida para oito cozinheiros representarem diferentes regiões do país.

A final realizou-se no Jardim Senhor do Padrão, integrada no evento Out Of The Blue, e colocou frente a frente Miguel Meneses, representante da região Centro, e Luís Lopes, que competiu pelo Alentejo e Ribatejo. No momento decisivo, a escolha do júri recaiu sobre a proposta do cozinheiro ligado a Viseu.

Miguel Meneses leva uma memória pessoal à final

A “Caldeirada da Foz das Beiras” tinha, segundo o vencedor, uma ligação direta à sua história familiar. A caldeirada acompanhou-o desde cedo e serviu de base a um prato pensado para representar a região Centro sem perder essa dimensão pessoal.

“Senti muito orgulho assim que ouvi o nome! Orgulho das pessoas que trago comigo, da região e, acima de tudo, muita felicidade pelo resultado final”, afirmou Miguel Meneses após ser anunciado como vencedor.

O cozinheiro explicou ainda que a caldeirada “sempre esteve muito presente” na sua vida e na sua família, procurando levar para a competição um prato capaz de reunir memória, identidade regional e técnica.

Uma carreira feita entre vários projetos

O percurso profissional de Miguel Meneses começou na Taverna TiJoão, na Figueira da Foz, onde chegou a chefiar a cozinha. Seguiram-se passagens pelo Grupo Plateform e pelo Grupo Vips, antes da experiência na Taberna Albricoque.

Nos últimos dois anos, esteve à frente da cozinha do Douro Palace Hotel Resort & Spa. Esse percurso antecedeu a participação no Troféu Portugal 2026, competição em que representou a região Centro.

O mar definiu a edição de 2026

Nesta edição do Troféu Portugal, o pescado foi obrigatório em todas as provas e o mar funcionou como tema agregador. A escolha de Matosinhos como cidade anfitriã acompanhou essa orientação, numa ligação à tradição piscatória, ao Atlântico e à cultura gastronómica local.

Participaram representantes do Porto, Lisboa, Norte, Centro, Alentejo e Ribatejo, Algarve, Madeira e Açores. Ao longo de três dias, os concorrentes enfrentaram quatro provas num formato de liga, sendo apurados para a final os dois cozinheiros com maior pontuação.

Em cada desafio, os pratos tinham de respeitar o tema da edição e refletir a identidade do território representado. Entre os critérios de avaliação estiveram apresentação, sabor, aroma, pontos de cozedura, texturas, valor económico, execução comercial e harmonia.

Miguel Meneses convence um júri experiente

A avaliação esteve a cargo de um painel presidido pelo chef Louis Anjos, do Verdelago Resort, e composto pela chef Manuela Brandão, do Restaurante Pap’Açorda; pela investigadora Olga Cavaleiro; pela chef Margarida Rego, do Terramay; pela chef Catarina Correia, do Restaurante Casa de Chá da Boa Nova; e pelo chef Duarte Eira, do Restaurante Salpoente. O chef António Queiróz Pinto, da Taberna Lura e vencedor da edição de 2025, integrou o painel como jurado observador.

“Foi uma final muito equilibrada, onde se sentiu, de forma muito forte, o orgulho por cada região e um esforço imenso de todos para se superarem. O resultado acabou por ditar aquele que foi considerado o melhor prato: uma criação cheia de sabor, onde a tradição do peixe seco, com a raia, o próprio berbigão e um apontamento de enguia, fez prevalecer todo o sabor da região”, afirmou o chef Louis Anjos.

Para Miguel Meneses, a vitória acrescenta o seu nome a uma lista que inclui Rui Martins, Rodrigo Castelo, Duarte Eira, Filipe Ramalho e António Queiróz Pinto, vencedores de anteriores edições do Troféu Portugal.

A 6.ª edição terminou com a região Centro no primeiro lugar e com uma receita de inspiração familiar a decidir uma final construída em torno do mar. Para Miguel Meneses, a “Caldeirada da Foz das Beiras” acabou por ligar percurso pessoal, território e competição.

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