
A Fundação Calouste Gulbenkian abre as portas a um ambicioso ciclo de cinema, que ao longo de vários meses promete revisitar três gigantes da história da sétima arte: Roberto Rossellini, Éric Rohmer e Frederick Wiseman. Sob o título O Poder e a Glória, o programa reúne quinze filmes que exploram diferentes formas de documentar, narrar e interpretar o mundo.
O ciclo de cinema terá lugar no Grande Auditório e no Estúdio do CAM, espaços onde a Gulbenkian convida o público a mergulhar em universos tão distintos como a filosofia, a política ou a vida quotidiana. Organizado em três secções – Figuras, dedicada a Rossellini, Experimental, centrada em Rohmer, e Instituições, com foco em Wiseman – o evento procura estimular o diálogo entre documentário e ficção.
Segundo o curador Pedro Mexia, “vivemos numa época em que cada vez mais se esbatem as fronteiras entre ficção e documentário”, o que reforça a pertinência de um ciclo de cinema pensado para um espaço de cultura como a Gulbenkian.
A programação arranca a 14 de setembro com Viagem em Itália (1954), de Rossellini, seguida de uma conversa com Pedro Mexia e Maria Filomena Molder. Entre os destaques encontram-se ainda Sócrates (1971), A minha noite em casa de Maud (1969), Hospital (1970) e Ex-Libris (2017), que encerra o programa a 14 de junho.
Este ciclo de cinema da Gulbenkian é uma oportunidade para refletir sobre o papel da imagem na construção da memória e da crítica cultural, revisitanto autores incontornáveis e questionando a própria essência do cinema.


















