
Cem anos depois da sua inauguração, a Marinha Portuguesa evoca a Escola n.º 1 da Armada, em Vila Franca de Xira, instituição que marcou gerações de marinheiros e desempenhou um papel central na descentralização da formação naval. Para assinalar o centenário, será lançado um livro comemorativo pelas Edições Culturais da Marinha, recuperando a importância histórica deste espaço na história militar portuguesa.
A instalação da Escola n.º 1 da Armada esteve ligada à criação da Flotilha Ligeira, que agrupava torpedeiros e contratorpedeiros ligeiros na Quinta das Torres. O projeto foi promovido pelo então Ministro da Marinha, capitão-de-fragata Fernando Augusto Pereira da Silva, com o objetivo de descentralizar serviços, reduzir concentrações militares em Lisboa e reforçar o recrutamento noutras zonas ribeirinhas.
A cerimónia inaugural contou com a presença do cruzador Carvalho Araújo, onde embarcou o Ministro da Marinha, acompanhado por contratorpedeiros e torpedeiros, numa demonstração de força naval que ficaria conhecida como “esquadra da lezíria”.
Apesar da desativação da base em 1928, as instalações mantiveram-se ativas: em 1934 acolheram a Escola de Mecânicos e, mais tarde, deram origem ao Grupo n.º 1 de Escolas da Armada (G1EA). Em 2004, com a criação da Escola de Tecnologias Navais (ETNA), a estrutura foi integrada nessa nova entidade, encerrando definitivamente em 2009.
Cem anos depois, a Marinha homenageia a Escola n.º 1 da Armada, sublinhando a sua relevância histórica para a formação naval e para a memória militar portuguesa.





















