
Entre cidades, aldeias e paisagens atlânticas, Portugal oferece diferentes razões para viajar — e acaba de ser eleito melhor destino europeu nos prémios de turismo dos World Travel Awards 2026.
Numa viagem pelo país, os planos mudam com a paisagem. Uma estadia numa cidade pode prolongar-se junto ao mar; um percurso pelo interior leva a aldeias, produtores e mesas onde a estação decide boa parte da ementa. Entre o continente e os arquipélagos, há diferentes formas de conhecer Portugal, mesmo para quem já cá vive.
É este país, feito de territórios com identidades próprias, que recebe o título de Europe’s Leading Destination 2026. A distinção foi anunciada na edição europeia dos World Travel Awards, que atribuiu ao Turismo de Portugal o galardão de melhor organismo oficial de turismo da Europa.
As duas escolhas destes prémios de turismo aproximam o destino de quem trabalha na sua divulgação internacional. Para o visitante, porém, o interesse começa muito antes de qualquer troféu: está naquilo que encontra quando chega.
Prémios de turismo num país que convida a viagens diferentes
Lisboa e Porto são pontos de partida conhecidos, mas uma viagem por Portugal ganha outros contornos quando se prolonga para lá dos percursos mais procurados. Mudar de região permite encontrar outras arquiteturas, tradições e maneiras de ocupar o tempo.
No Alentejo, uma visita pode organizar-se em torno do património e da mesa, com paragens em vilas onde o passado permanece visível nas ruas. Mais a norte, o Douro oferece uma leitura da paisagem ligada ao trabalho da vinha. São propostas distintas, que ajudam a perceber a variedade de um território relativamente pequeno.
O litoral também permite escolhas diferentes. Há quem procure as praias do Algarve e quem prefira acompanhar a costa atlântica, entre povoações piscatórias, areais e lugares associados ao surf. O mar atravessa a história portuguesa e continua a marcar tanto os programas de férias como os hábitos à mesa.
A distinção nestes prémios de turismo abrange Portugal enquanto destino. Não estabelece uma hierarquia entre regiões nem explica, por si só, as preferências de cada visitante. O país pode ser procurado para uns dias de descanso, uma viagem cultural ou férias com mais tempo ao ar livre.
Nos Açores e na Madeira, a geografia insular acrescenta outros motivos para viajar. Os percursos a pé e a proximidade do oceano permitem conhecer paisagens diferentes das do continente. Visitar os arquipélagos é também encontrar produtos, receitas e tradições que mudam de ilha para ilha.
Da paisagem à mesa, o que se encontra pelo caminho
A gastronomia oferece uma ligação entre estes territórios. O peixe de uma lota, um queijo produzido no interior ou um vinho servido perto da vinha podem dar contexto ao lugar onde se está.
Uma refeição torna-se, assim, parte do percurso. Permite conhecer ingredientes, conversar sobre a sua origem e perceber como uma receita se relaciona com a vida local. Para quem regressa, pode ser também uma razão para escolher outra região e descobrir um país diferente daquele que já conhecia.
É neste enquadramento que a notícia dos prémios de turismo encontra interesse para o público: na possibilidade de olhar para Portugal através dos lugares e das pessoas que dão conteúdo a uma viagem.
Prémios de turismo reconhecem também o trabalho do setor
A distinção atribuída ao Turismo de Portugal incide sobre o organismo responsável pela promoção, valorização e sustentabilidade da atividade turística nacional.
Ao comentar os prémios de turismo, Carlos Abade, presidente da entidade, refere que os galardões «refletem a qualidade de Portugal enquanto destino turístico e o trabalho desenvolvido na sua promoção». O responsável agradece ainda aos profissionais e entidades do setor pelo contributo para a projeção internacional do país.
Criados em 1993, os World Travel Awards incluem votações de profissionais e viajantes de todo o mundo. Nesta edição europeia, os prémios de turismo voltam a colocar Portugal em destaque. Para quem o percorre, ficam os motivos concretos para uma próxima viagem: uma região ainda por conhecer, uma mesa onde se quer voltar ou um caminho que ficou por fazer.





















