
Luís Cidade procura o primeiro título de campeão português de todo-o-terreno. Micael Simão tenta repetir a conquista de 2025. Separados pelas categorias em que competem, chegam à Baja Castelo Branco com a possibilidade de transformar uma temporada de resultados numa consagração. Pela frente terão mais de 330 quilómetros cronometrados e adversários igualmente determinados a fechar o ano em alta.
Entre 13 e 15 de novembro, a Beira Baixa recebe pilotos dos campeonatos nacionais de automóveis, motos, quads e SSV. Organizada pela Escuderia Castelo Branco, a Baja Castelo Branco integra o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno, nos automóveis, o Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, nas restantes categorias, e a Taça FIM de Bajas. Mas o peso da prova não é igual para todos: enquanto os automóveis ainda terão outra jornada, nas motos chega o momento da decisão final.
Ao volante de uma Can-Am, com Valter Cardoso como navegador, Luís Cidade apresenta-se entre os principais candidatos ao título nos automóveis. A penúltima ronda poderá deixá-lo em condições de garantir, pela primeira vez, o campeonato português. A expectativa é elevada, mas o resultado dependerá da capacidade da dupla para atravessar os setores seletivos sem perder tempo decisivo.
Nas motos, Micael Simão parte na liderança da classificação. A Baja Castelo Branco encerra o campeonato e coloca o piloto perante a oportunidade de conquistar o segundo título consecutivo. O triunfo na Baja Portalegre reforçou a sua posição, mas a última jornada continua a exigir concentração num percurso com características distintas.
Baja Castelo Branco atravessa o Pinhal Interior
Os concorrentes terão 335,8 quilómetros ao cronómetro, incluindo um prólogo e dois setores seletivos com aproximadamente 190 e 140 quilómetros. Embora todas as categorias cumpram a mesma distância total, a distribuição dos setores por dia será diferente, obrigando pilotos e equipas a gerir o esforço de maneiras distintas.
O prólogo decorre no Parque de Desportos Motorizados de Castelo Branco. Motos, quads e SSV começam na sexta-feira, dia 13; os automóveis entram em competição no sábado. A partida simbólica está prevista para sexta-feira, às 20h15, em frente à Câmara Municipal de Castelo Branco.
No sábado, os percursos da Baja Castelo Branco estendem-se pelos caminhos do Pinhal Interior, em zonas dos concelhos de Castelo Branco, Oleiros, Proença-a-Nova e Sertã. As motos enfrentam primeiro o setor mais longo, de 190 quilómetros, enquanto os automóveis disputam o de 140. No domingo, a ordem inverte-se.
A alternância entre trilhos estreitos e zonas mais rápidas poderá ser determinante. Nuno Almeida Santos, diretor de prova dos automóveis, descreve um traçado «tecnicamente exigente». Sérgio Sequeira, responsável pelas motos, quads e SSV, explica que as equipas encontrarão «pistas estreitas e técnicas no meio da floresta» e «áreas mais amplas e rápidas». Esta variedade exige mudanças constantes de ritmo e coloca a leitura do terreno entre os fatores que poderão influenciar os resultados.
Uma prova adiada, vários títulos por decidir
A Baja Castelo Branco estava inicialmente prevista para abril, mas as tempestades que atingiram a região danificaram caminhos e acessos, obrigando ao adiamento. A realização em novembro faz coincidir o regresso da competição com uma fase em que cada ponto pode alterar o desfecho dos campeonatos.
Essa incerteza também se estende aos mais novos. A Baja Castelo Branco pontua para o Campeonato Nacional de Mini Baja, destinado a pilotos dos 8 aos 16 anos, que disputarão 60 quilómetros cronometrados. Nos Infantis, os dois primeiros classificados estão separados por sete pontos; nos Iniciados, por quatro; nos Juvenis, chegam empatados.
A disputa dos mais jovens acrescenta outra dimensão a um fim de semana marcado pelas ambições de Cidade e Simão. Na Baja Castelo Branco, a distância entre sair com um título e adiar a decisão poderá resumir-se a alguns segundos, um erro de navegação ou um contratempo mecânico.




















