
Francisco Pedro Balsemão, entregou o Prémio Pessoa 2025 à escritora Lídia Jorge, numa cerimónia que se realizou hoje no Palácio de Seteais, em Sintra. Na 39ª edição do galardão, o júri — presidido por Francisco Pedro Balsemão e integrado por Paulo Macedo, Ana Pinho, Ana Tostões, António Barreto, Diogo Lucena, Emílio Rui Vilar, José Luís Porfírio, Maria Manuel Mota, Pedro Norton, Rui Magalhães Baião, Rui Vieira Nery e Viriato Soromenho-Marques — destacou a relevância de uma obra que há mais de quatro décadas marca a cultura portuguesa e se afirma internacionalmente.
Desde O Dia dos Prodígios (1980), livro que a revelou como uma das vozes mais originais da literatura portuguesa, até títulos recentes como Estuário (2018) e Misericórdia (2022), Lídia Jorge construiu uma carreira sólida e diversa. A sua escrita atravessa géneros — romance, conto, teatro, poesia, ensaio — e está traduzida em mais de vinte línguas, estudada em universidades de todo o mundo e adaptada para teatro, televisão e cinema.
Ao longo do percurso, recebeu distinções nacionais e internacionais, entre elas os prémios Médicis e Günter Grass, e foi condecorada com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. Em 2020, a Universidade de Genebra criou a Cátedra Lídia Jorge, seguida em 2024 pela Universidade Federal de Goiás. Depois de receber o doutoramento honoris causa da Universidade dos Açores, Lídia Jorge é agora distinguida com o Prémio Pessoa 2025.”
A obra da autora reflete os grandes temas da vida portuguesa contemporânea: a descolonização, a transição democrática, as fraturas sociais e os novos fenómenos de exclusão. O júri sublinhou a forma como a sua literatura ajuda a compreender os desafios do mundo atual e como a sua intervenção cívica tem enriquecido o debate democrático.
Criado em 1987 pelo Expresso com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos, o Prémio Pessoa distingue personalidades que se afirmam na cultura e na ciência. Na sua 39ª edição, o prémio de 70 mil euros junta o nome de Lídia Jorge a uma lista que inclui Maria João Pires, Eduardo Lourenço, José Tolentino Mendonça ou Elvira Fortunato.




















