
O Sporting entrou em Alvalade, para o jogo frente ao Nacional, com os olhos postos na liderança da I Liga, procurando encurtar distâncias para o FC Porto antes do clássico da próxima jornada. Antes do apito inicial, Alvalade prestou uma sentida homenagem a Fernando Mamede, lenda do atletismo leonino, falecido esta semana.
Com o relvado visivelmente ensopado e escorregadio, a partida começou com dificuldades para ambos os conjuntos. Aos 9 minutos, Fresneda cruzou com precisão para a área, mas a defensiva madeirense respondeu com um corte providencial. Três minutos depois, o Nacional esteve perto de surpreender: após um canto a favor dos leões, Geny Catamo perdeu a bola e os insulares lançaram um contra-ataque venenoso. Gabriel Verón ficou perto do golo, mas Geny redimiu-se com um corte salvador.
Apesar do domínio na posse, o Sporting teve dificuldades em criar perigo real. Diomande pediu penálti aos 30’, mas o VAR mandou seguir. Já perto do intervalo, Pote e Luis Suárez testaram os reflexos de Kaique, que manteve o nulo até ao descanso.
A segunda parte arrancou com o Sporting a tentar acelerar o ritmo, mas a eficácia continuava a esbarrar na organização defensiva do Nacional. Logo aos 48 minutos, Luís Guilherme serviu Maxi Araújo, que rematou de pé esquerdo já dentro da área, mas a bola saiu ao lado. Pouco depois, o frisson instalou-se na área insular, com vários cortes sucessivos a travarem o ímpeto leonino.
Aos 57’, Maxi voltou a ameaçar num livre direto, obrigando Kaique a uma defesa apertada por cima da trave. Na sequência, Quaresma cabeceou por cima após canto de Pote. O Nacional, por sua vez, manteve-se compacto, com Matheus Dias em destaque a limpar várias investidas.
Aos 72’, José Gomes ainda testou Rui Silva com um remate potente, mas foi Pote quem desbloqueou o marcador aos 73’. Após uma jogada bem trabalhada, o camisola 8 apareceu na área para assinar o seu primeiro golo de 2026. A resposta dos visitantes não tardou: três minutos depois, A. Núñez aproveitou uma defesa incompleta de Rui Silva para restabelecer a igualdade, na sequência de um remate cruzado de Verón.
O Nacional tentava ainda reagir ao golo sofrido, mas o Sporting parecia mais confortável na gestão da posse. No entanto, o jogo voltou a ganhar tensão nos instantes finais. Aos 88 minutos, Suárez parecia ter voltado a decidir, mas o lance não resistiu à análise tecnológica. O avançado leonino desviou para dentro da baliza, mas o festejo durou pouco: o VAR detetou posição irregular e o golo foi anulado, mantendo tudo em aberto neste Sporting Nacional em Alvalade.
Quando tudo parecia encaminhar-se para a divisão de pontos, surgiu o momento decisivo. Já em tempo de compensação, aos 90’+6, Luis Suárez voltou a aparecer no coração da área, no sítio certo à hora certa. Após um cruzamento tenso de Trincão, o avançado uruguaio antecipou-se à marcação e desviou de forma certeira, sem hipótese para Kaique. Desta vez, não houve VAR que travasse o festejo: o golo foi validado e incendiou as bancadas de Alvalade.
Num jogo marcado pela chuva, pelo relvado pesado e por um ritmo intermitente, o desfecho acabou por sorrir ao Sporting, que soube ser eficaz nos momentos-chave. O Nacional, bem organizado e competitivo, caiu apenas nos instantes finais deste Sporting Nacional em Alvalade, a contar para a 20.ª jornada da I Liga.





















