
À medida que a tecnologia evolui, a IA no consumo tem se tornado uma força transformadora nos hábitos de compra dos portugueses. O estudo realizado pela Escolha do Consumidor, o principal sistema de avaliação de marcas em Portugal, revela como a Inteligência Artificial e a sustentabilidade estão a influenciar as decisões dos consumidores.
O impacto da IA no consumo é evidente. Cada vez mais, as tecnologias de inteligência artificial moldam as escolhas dos consumidores, desde as recomendações personalizadas até à simplificação dos processos de compra. De acordo com o estudo, 25% dos consumidores afirmam ter sido influenciados por sugestões baseadas em IA uma ou duas vezes, enquanto 20% dizem que isso acontece frequentemente. A IA no consumo tem permitido que os consumidores encontrem opções mais adaptadas às suas preferências, tornando a experiência de compra mais rápida e eficiente.
No entanto, ainda existem céticos. Cerca de 28% dos participantes no estudo garantem que nunca foram influenciados por IA nas suas compras. Apesar disso, os números mostram que a tendência é clara: a IA no consumo está a transformar gradualmente a forma como escolhemos produtos e marcas. Os consumidores reconhecem que a inteligência artificial oferece conveniência e personalização, embora ainda haja resistência entre alguns, que se mostram desconfiados das recomendações.
Sustentabilidade: O Novo Pilar das Compras
Além da tecnologia, a sustentabilidade está a ganhar importância na escolha dos consumidores. Segundo o estudo, 52% dos portugueses preferem optar por marcas sustentáveis, mas apenas quando o preço é competitivo. Para 25% dos consumidores, o compromisso genuíno com práticas ambientais é crucial na escolha de um produto, embora 18% ainda não se sintam influenciados por esse critério.
A IA no consumo também está a ser usada para promover práticas mais sustentáveis. As novas tecnologias ajudam as marcas a oferecer opções ecológicas e a otimizar o consumo de recursos, tornando mais fácil para os consumidores escolherem produtos que correspondem às suas preocupações ambientais.
A Economia Circular e o Consumo Responsável
Outro fenómeno crescente, impulsionado tanto pela consciência ambiental quanto pela inteligência artificial, é o consumo responsável. O estudo revela que 43% dos portugueses ainda não compram produtos de segunda mão, mas uma parte significativa já adere a esta prática, especialmente nas categorias de moda e tecnologia. A IA no consumo tem facilitado a procura por produtos usados, ajudando os consumidores a encontrar opções sustentáveis e a reduzir o desperdício.
Embora os sistemas de devolução e recompra ainda não sejam amplamente utilizados, com 29% dos consumidores a nunca os terem experimentado, o interesse por essas soluções está a crescer. As marcas estão a inovar para criar um ciclo de vida mais circular para os produtos, e os consumidores estão cada vez mais dispostos a adotar essas novas abordagens, especialmente quando são apoiadas por IA no consumo.
A Transformação Está em Curso
O futuro do consumo está a ser moldado por uma combinação de IA no consumo e sustentabilidade. À medida que a tecnologia e a consciência ambiental avançam, podemos esperar que estas duas forças continuem a transformar os hábitos de compra dos consumidores, tornando-os mais eficientes, personalizados e responsáveis. A transformação dos hábitos de compra está em curso, trazendo novas oportunidades tanto para consumidores mais informados quanto para marcas mais responsáveis.
Sobre o Estudo
Este questionário foi respondido por 850 portugueses, 55% de pessoas do sexo feminino e 45% do masculino. Quanto às idades compreendidas dos inquiridos: a faixa etária de 35 a 44 anos representa 16% dos participantes, 13% tem entre 18 a 25 anos e 12% têm entre 26 a 34 anos. Os consumidores a partir dos 44 anos correspondem a 59%. A maioria dos participantes está localizada na área da Grande Lisboa (38%), Centro (22%), região do Norte (17%), Grande Porto (13%) e a restante percentagem encontra-se distribuída em outros pontos do país. A ConsumerChoice é plenamente e unicamente responsável pela integridade e precisão dos dados obtidos.





















