
A persistência de chuva intensa e o risco de cheias e inundações em várias zonas do país voltam a colocar muitos condutores em alerta. Sempre que um carro fica exposto a água acumulada, os danos por inundação podem ser significativos e, em alguns casos, representar um prejuízo elevado. Face a este cenário, importa perceber quais são os principais componentes afetados e que consequências podem surgir após um episódio de inundação.
Motor: o risco mais grave
Se um carro estiver em funcionamento ao atravessar uma zona inundada, a água pode entrar pela admissão do motor, provocando uma avaria grave ou mesmo irreversível. Quando a água atinge os cilindros, impede a compressão normal, podendo levar à deformação das bielas e à rutura total do motor.
Neste contexto, os danos por inundação, no carro, estão entre os mais dispendiosos: em viaturas mais antigas, a substituição do motor pode ultrapassar os 3.000 euros, enquanto em modelos recentes de gama média os valores podem situar-se entre os 10.000 e os 15.000 euros.
Eletrónica: pequenos componentes, grandes custos
Os veículos modernos integram dezenas de unidades eletrónicas de controlo. Em situação de inundação, estas unidades podem ser afetadas tanto pela água como pela lama e detritos arrastados pelas cheias.
Quando falamos de danos por inundação no carro, a eletrónica é um dos pontos críticos: mesmo os módulos mais simples têm custos elevados, e as unidades mais avançadas podem atingir valores entre os 1.000 e os 5.000 euros.
Travões e suspensão: danos geralmente recuperáveis
Nos sistemas de travagem e suspensão, os danos tendem a ser menos graves. Uma limpeza profunda e uma secagem adequada são, muitas vezes, suficientes para repor o normal funcionamento. Ainda assim, estes componentes estão entre os mais expostos à água e à sujidade, sendo frequente surgirem problemas se a manutenção não for feita atempadamente após uma inundação.
Sistema de escape: atenção à corrosão
A água acumulada no sistema de escape deve ser totalmente removida para evitar a retenção de humidade. Caso contrário, podem surgir fenómenos de corrosão interna que comprometem o desempenho do veículo. Embora os custos de reparação sejam geralmente mais baixos do que no motor, continuam a integrar o conjunto de danos por inundação, no carro, que não devem ser ignorados.
Interior: recuperar é possível
O interior de um carro inundado pode, na maioria dos casos, ser recuperado. Bancos, revestimentos, tablier e outros elementos do habitáculo exigem uma limpeza e secagem rigorosas, mas a reparação é viável. O custo mínimo para este tipo de intervenção ronda os 250 euros, podendo aumentar consoante a extensão dos danos.
Veículos elétricos: uma realidade diferente
Nos veículos elétricos, as baterias estão preparadas para resistir à submersão. No entanto, o maior problema volta a ser a eletrónica associada. Quando um carro elétrico fica submerso, os danos por inundação podem atingir níveis que tornam a reparação pouco ou nada compensadora, dependendo da gravidade da situação.
Prevenir continua a ser a melhor solução
Sempre que possível, evitar circular em zonas alagadas é a melhor forma de prevenir danos por inundação, no carro. Um pequeno desvio ou a decisão de não avançar pode evitar reparações dispendiosas e problemas sérios de segurança.





















