
A Marinha Portuguesa encontra-se a prestar apoio às populações das regiões mais afetadas pela Depressão Kristin, que atingiu Portugal Continental na madrugada de quarta-feira, 28 de janeiro, provocando danos significativos em infraestruturas, cortes de energia e constrangimentos à circulação rodoviária, em especial na Região Centro.
Na sequência da passagem da Depressão Kristin, várias localidades permaneceram sem fornecimento de energia elétrica, levando à mobilização imediata de meios da Marinha para resposta às necessidades mais urgentes. Foram disponibilizados cinco geradores para apoio a diversas zonas dos municípios da Batalha, Figueira da Foz, Marinha Grande e Ourém, garantindo o funcionamento de serviços essenciais e apoio direto às populações afetadas.
Paralelamente, militares da Marinha encontram-se empenhados em operações de desobstrução de vias no concelho da Batalha, enquanto equipas com botes foram posicionadas na região de Coimbra, ao longo das margens do rio Mondego. Esta ação preventiva e de apoio decorre em estreita articulação com os Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho e os Bombeiros Sapadores de Coimbra, reforçando a resposta conjunta às consequências da Depressão Kristin.
Atualmente, a Marinha tem empenhados 54 militares, apoiados por 11 viaturas, seis botes, cinco geradores e três drones, além de diverso material técnico destinado à desobstrução de edifícios, estradas e outros locais afetados. Estes meios permitem uma avaliação contínua da situação no terreno e uma resposta rápida às ocorrências registadas.
Está ainda prevista, nas próximas horas e após coordenação com a Câmara Municipal de Leiria, a projeção de um grupo de técnicos de eletricidade e de dois pelotões de Fuzileiros, com o objetivo de apoiar a reparação de edifícios e a normalização da circulação rodoviária naquela região. Mantém-se igualmente um pelotão em prontidão para eventual empenhamento nos rios Tejo e Sado, caso a evolução da situação o justifique.





















