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FC Porto deixa escapar a vitória nos instantes finais diante do Famalicão

O jogo entre o FC Porto e o Famalicão termina empatado, após um jogo intenso em que as duas formações se defrontaram de igual para igual.

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FC Porto Famalicão
FC Porto deixa escapar a vitória nos instantes finais diante do Famalicão - ©Flavio Alberto

O Dragão viveu uma noite de emoções fortes, marcada por protestos, e um final absolutamente imprevisível. Entre momentos de tensão dentro e fora das quatro linhas, FC Porto e Famalicão protagonizaram um duelo carregado de nervos, que só encontrou desfecho no limite do tempo — e não sem novo volte‑face a gelar o estádio.

O jogo começou intenso no Dragão, com o FC Porto de Francesco Farioli a tentar assumir o controlo desde os primeiros instantes, mas rapidamente a perceber que o Famalicão vinha disposto a discutir cada lance. Logo aos três minutos, a equipa visitante criou a primeira grande ocasião: Gustavo Sá recebeu de primeira no corredor central, deixou Froholdt para trás e lançou Sorriso pela esquerda. O extremo tentou picar a bola na área, mas Diogo Costa saiu decidido e evitou o golo com uma intervenção instintiva.

O Famalicão manteve a ousadia e voltou a rondar o 1-0. Mathias de Amorim, à entrada da área, rematou com intenção e viu a bola passar a centímetros do poste. Pouco depois, Gustavo Sá voltou a ameaçar, desta vez com um disparo cruzado que rasou o ferro.

O FC Porto, mais contido mas eficaz, acabaria por marcar aos 35 minutos. Um cruzamento mal aliviado por Carevic deixou a bola à mercê de Alberto Costa, que surgiu de trás e finalizou com precisão. Antes do intervalo, Gustavo Sá ainda obrigou Diogo Costa a nova defesa, num primeiro tempo em que a vantagem portista viveu sobretudo da eficácia.

O intervalo chegou com o Dragão consciente de que a vantagem era preciosa, mas frágil, perante um adversário que soube explorar espaços e testar a solidez portista em vários momentos.

A segunda parte começou com um susto imediato. Aos 46 minutos, Alan Varela e Mathias de Amorim chocaram de forma dura numa bola aérea, ficando ambos no relvado e obrigando a uma longa assistência. Quando o jogo retomou, o FC Porto tentou ganhar metros e criou um lance promissor aos 50 minutos, numa combinação entre Bednarek, Moffi e Alan Varela que deixou William em boa posição, mas Rafa Soares antecipou-se e travou a jogada.

O Famalicão respondeu com eficácia. Aos 54 minutos, uma transição rápida pelo flanco esquerdo terminou num cruzamento para a área, onde Simon Elisor cabeceou para uma defesa incompleta de Diogo Costa. A bola ficou solta na pequena área e Sorriso, mais rápido do que todos, mergulhou de cabeça para fazer o empate, premiando a entrada assertiva dos visitantes no recomeço.

O empate do Famalicão gerou um momento tenso no Dragão. O festejo de Sorriso junto aos adeptos portistas provocou protestos e alguns objetos foram arremessados para o relvado, obrigando a uma breve interrupção. No meio do tumulto, William viu cartão amarelo e ficará suspenso, enquanto elementos dos dois bancos também foram advertidos. Bednarek tentou serenar o ambiente antes do jogo retomar.

Os portistas reclamaram grande penalidade por um alegado agarrão de Gustavo Sá a Deniz Gul. Os protestos foram imediatos, tanto em campo como no banco, e um dos adjuntos de Farioli acabou expulso no meio da contestação. Bednarek e Alan Varela também viram amarelo, num momento em que o jogo se tornou mais tenso e fragmentado. Com o FC Porto a subir linhas em busca de novo golo, o Famalicão passou a ter menos bola, tentando explorar as transições sempre que encontrava espaço.

Já em tempo de compensação, o Dragão voltou a acreditar. Aos 90+2, Fofana arrancou pela direita, deixou dois adversários para trás num gesto de pura insistência e talento, e rematou colocado para o 2-1. O estádio explodiu num só grito, num golo que parecia devolver ao FC Porto um triunfo arrancado a ferros depois de uma segunda parte tão disputada quanto nervosa.

No último suspiro, o Dragão voltou a gelar. Rodrigo Pinheiro aproveitou uma sucessão de ressaltos no tudo‑por‑tudo do Famalicão e, frente a Diogo Costa, finalizou com precisão para fazer o 2-2. Um golo inesperado, que caiu como um balde de água fria num estádio que já se preparava para celebrar.

O jogo terminou no Dragão com um empate a duas bolas, num duelo que só se decidiu nos descontos e que deixa o FC Porto vulnerável à aproximação do Sporting, caso os leões vençam o encontro em atraso frente ao Tondela.

aNOTÍCIA.pt