
O aumento do seguro automóvel está a ganhar expressão em Portugal e começa a refletir-se de forma clara nas renovações das apólices. A subida dos prémios acompanha a evolução da sinistralidade, dos pedidos de assistência e dos custos de reparação, colocando nova pressão sobre os orçamentos familiares.
Subida média supera os 11%
De acordo com uma análise da mediadora digital MUDEY, baseada em apólices renovadas entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026, o aumento do seguro automóvel traduz-se numa subida média anual de 11,4%.
Apesar de 77% dos condutores pagarem menos de 400 euros por ano, o preço do seguro automóvel atinge já um valor médio de 344 euros. Este indicador confirma uma tendência de agravamento dos custos associados ao seguro.
Jovens e seniores com maiores aumentos
O impacto do aumento do seguro automóvel não é igual para todos os condutores.
Os jovens entre os 25 e os 29 anos são os mais penalizados, com subidas próximas dos 16%. Também os condutores com mais de 65 anos registam aumentos acima da média, na ordem dos 15%.
Estas diferenças refletem critérios de avaliação de risco distintos por parte das seguradoras, associados à experiência de condução e a fatores relacionados com a idade.
Forma de pagamento agrava custos
A forma de pagamento do seguro continua a ter impacto direto no valor final.
Nas apólices com pagamentos mensais ou trimestrais, os aumentos chegam aos 16%. Já nos pagamentos anuais, a subida média mantém-se nos 11%. Esta diferença contribui para aumentar o preço do seguro automóvel, sobretudo entre os condutores que optam por fracionar o pagamento.
Interior regista maiores subidas
Do ponto de vista geográfico, o aumento do seguro automóvel revela diferenças significativas.
As regiões do interior apresentam as subidas mais elevadas, com aumentos médios de cerca de 15%. No litoral, os valores aproximam-se da média nacional, enquanto nas regiões autónomas se registam aumentos mais moderados: cerca de 7% nos Açores e 9% na Madeira.
Custos de reparação e assistência explicam tendência
Entre os principais fatores que explicam esta evolução estão os custos de reparação automóvel e a crescente sofisticação tecnológica dos veículos.
A estes soma-se o aumento da assistência em viagem, influenciado pela subida dos combustíveis e pela utilização mais frequente destes serviços. O adiamento da manutenção automóvel, devido à pressão financeira sobre as famílias, contribui também para esta tendência.


















