
O concurso voltou a reunir alguns dos nomes mais conhecidos da pastelaria da Área Metropolitana de Lisboa e terminou com um resultado que começa a ganhar peso na história da competição. A Aloma conquistou novamente o título de melhor pastel de nata, somando a terceira vitória consecutiva e a sexta distinção desde a criação da prova.
A final decorreu nos Jardins do Marquês de Pombal, em Oeiras, integrada no Congresso de Cozinha, e reuniu 12 estabelecimentos apurados ao longo de várias fases. A Pastelaria 7 Desejos, da Ericeira, ficou em segundo lugar, enquanto a Casa do Padeiro, de Odivelas, terminou na terceira posição.
“Estou muito feliz e super orgulhoso por mais uma vitória! É um concurso muito importante, que serve para prestigiar a pastelaria e o pastel de nata. Este é, sem dúvida, um trabalho de toda a nossa equipa!”, afirmou João Castanheira, proprietário da Aloma.
Melhor pastel de nata escolhido sem nomes à mesa
A decisão sobre o melhor pastel de nata nasce de uma prova cega. Os jurados recebem os produtos sem saberem a que estabelecimento pertencem e avaliam cinco critérios: aspeto, toque da massa, sabor e consistência da massa, recheio e sabor global.
O objetivo é retirar da equação a notoriedade das casas concorrentes e concentrar a avaliação no produto. Nesta edição, o painel integrou Lara Figueiredo, do MACAM Hotel, Filipe Manhita, da Fortaleza do Guincho, Joana Barrios, Teresa Vivas, Manuela Brandão, do Pap’Açorda, e Diogo Pimenta. Virgílio Gomes presidiu ao júri.
Cliente mistério passou a contar para a decisão
A principal novidade deste ano surgiu antes da final. Os estabelecimentos apurados receberam uma visita de cliente mistério, numa prova destinada a avaliar o produto tal como é servido no dia a dia.
Essa avaliação passou a representar 30% da classificação final, enquanto os restantes 70% resultaram da prova realizada em Oeiras. A escolha do melhor pastel de nata passou, assim, a depender também da consistência do produto fora do ambiente de competição.
O processo começou com inscrições abertas a estabelecimentos com fabrico próprio na Área Metropolitana de Lisboa e prosseguiu com provas de apuramento realizadas em julho. Só depois dessa seleção e da avaliação de cliente mistério ficaram definidos os 12 nomes presentes na final.
Doze casas chegaram à final
Disputaram o título Casa do Padeiro, Casa Negrito, Castro – Atelier de Pastéis de Nata, Confeitaria Glória, Nat’elier, O Pãozinho das Marias, Panicoelho, Pastelaria 7 Desejos, Pastelaria Aloma, Pastelaria Taigui, Pastelaria Tinoco e Pastelaria Viriato.
A lista reúne estabelecimentos de Lisboa, Odivelas, Amadora, Azeitão, Ericeira, Rio de Mouro e Linda-a-Velha e mostra a dimensão regional da competição. A procura pelo melhor pastel de nata já não está concentrada apenas no centro da capital, mas espalha-se por vários pontos da Área Metropolitana de Lisboa.
Criado em 2009, o concurso é organizado pelas Edições do Gosto e por Virgílio Gomes. Ao longo das várias edições, foi ganhando notoriedade entre profissionais e consumidores, mantendo como eixo central a comparação direta entre casas com fabrico próprio.
Melhor pastel de nata volta a ter o mesmo vencedor
É neste ponto que a vitória da Aloma ganha outra leitura. A casa lisboeta não venceu apenas mais uma edição: chegou à sexta distinção e completou três triunfos consecutivos num concurso em que o produto é avaliado às cegas e, agora, também em situação real de consumo.
Esse percurso acrescenta peso ao resultado de 2026 e coloca a Aloma numa posição singular dentro da história da competição. Para os restantes finalistas, aumenta também a fasquia de uma disputa que procura responder à mesma pergunta: onde está o melhor pastel de nata?
Nesta edição, a resposta voltou a apontar para a Aloma. E, com três vitórias seguidas, a pastelaria lisboeta consolidou uma sequência que passa a fazer parte da própria história do melhor pastel de nata.





















