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Polestar 1 estreia-se no Porto e mostra o automóvel que definiu o futuro da marca

Polestar 1 estreia-se no autoClássico Porto 2026, na Exponor, recuperando a história do GT híbrido que definiu a nova fase da marca.

Polestar 1 em exposição com o logótipo da Polestar em fundo escuro
Polestar 1, o GT híbrido que marcou o início da Polestar como fabricante independente - ®DR

O Polestar 1 vai fazer a sua estreia no Porto durante o autoClássico 2026, levando à Exponor um dos automóveis mais importantes na história recente da marca sueca. Produzido em número limitado e já fora de catálogo, o coupé híbrido representa o momento em que a Polestar deixou de ser apenas uma divisão ligada à Volvo para assumir identidade própria como fabricante.

A presença do Polestar 1 no certame portuense, entre 2 e 5 de outubro, coloca lado a lado diferentes gerações de automóveis de coleção, competição e alta performance. O modelo estará exposto no stand da AutoDrive, no Pavilhão Top Cars, numa edição que volta a reunir clássicos, motociclos de época, supercarros e propostas de gama alta.

Polestar 1 nasceu para mostrar o caminho

Apresentado após a transformação da Polestar em fabricante independente, em 2017, o Polestar 1 foi o primeiro modelo de produção da nova fase da marca. A produção decorreu entre 2019 e 2021 e ficou limitada a uma série reduzida, reforçando desde cedo o caráter exclusivo de um automóvel pensado para servir de montra tecnológica.

Debaixo da carroçaria de duas portas está um sistema híbrido plug-in com uma arquitetura pouco convencional. Um motor de combustão de 2,0 litros, equipado com compressor e turbo, trabalha em conjunto com três motores elétricos. O resultado ultrapassa os 600 cv de potência e os 1.000 Nm de binário.

Dois motores elétricos estão instalados no eixo traseiro, um para cada roda, permitindo controlar a distribuição de binário de forma independente. Essa solução de vectorização de binário ajudou a definir o comportamento dinâmico do Polestar 1 e antecipou a atenção que a marca viria a dedicar à combinação entre eletrificação, desempenho e controlo.

Fibra de carbono e 124 km elétricos

A componente elétrica foi outro dos argumentos que distinguiu o modelo. A bateria de 34 kWh permitia anunciar até 124 quilómetros de autonomia em modo elétrico segundo o ciclo WLTP, um valor particularmente elevado para um híbrido plug-in quando o automóvel foi apresentado.

A engenharia não ficou, porém, limitada ao sistema de propulsão. A carroçaria em fibra de carbono permitiu reduzir peso, aumentar a rigidez estrutural e baixar o centro de gravidade. O modelo recebeu ainda amortecedores Öhlins DFV ajustáveis e travões Akebono de seis pistões, componentes associados a automóveis de elevado desempenho e que ajudaram a estabelecer a orientação técnica da marca.

O desenho do coupé seguiu uma abordagem deliberadamente contida. Em vez de recorrer a soluções visuais exuberantes, a Polestar apostou em proporções clássicas de gran turismo, superfícies limpas e numa linguagem que viria a influenciar modelos posteriores. Essa combinação entre design, materiais leves e eletrificação explica por que motivo o automóvel continua a ocupar um lugar singular na curta história do fabricante.

Polestar 1 regressa ao centro das atenções

A estreia no autoClássico Porto 2026 surge, por isso, num contexto diferente daquele em que o modelo nasceu. O Polestar 1 já não é uma antevisão do futuro da marca, mas uma peça que permite perceber a origem de muitas das opções técnicas e estéticas que a Polestar desenvolveu nos anos seguintes.

Ao surgir num salão dedicado à memória automóvel, o coupé entra também numa discussão interessante sobre o que começa a ser considerado colecionável numa indústria em rápida transformação. Entre motores de combustão, eletrificação e novas soluções de engenharia, o Polestar 1 representa uma fase de transição que hoje já pode ser observada com outra distância.

No Porto, essa história estará concentrada num automóvel raro, tecnicamente invulgar e decisivo para a identidade da Polestar. E é precisamente essa combinação que torna a presença do Polestar 1 no autoClássico relevante para lá da simples estreia num salão.

aNOTÍCIA.pt