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Eira Velha Branco nasce de vinha centenária e chega com perfil profundo, intenso e elegante

Na Quinta das Queimas, o Eira Velha Branco nasce de uma vinha de 1930 no Dão, reúne Encruzado, castas tradicionais e limita-se a 1600 garrafas.

Garrafa do Eira Velha Branco 2024 da Quinta das Queimas, vinho do Dão produzido a partir de uma vinha centenária.
Eira Velha Branco 2024, da Quinta das Queimas, nasce de uma vinha plantada em 1930 no Dão - ®DR

A vinha foi plantada em 1930, no centro de Santa Ovaia de Cima, e é dela que nasce o novo Quinta das Queimas Eira Velha Branco 2024. Produzido em apenas 1600 garrafas, este branco do Dão junta uma base de Encruzado a outras castas tradicionais e procura traduzir, numa única referência, a identidade de uma parcela com quase um século de história.

O Eira Velha Branco 2024 tem no Encruzado 50% do lote, acompanhado por Malvasia-Fina, Gouveio, Bical, Cerceal-Branco e outras variedades brancas presentes na vinha. A composição reflete a diversidade de uma parcela antiga e ajuda a construir o perfil que a Quinta das Queimas resume em três palavras: profundo, intenso e elegante.

Eira Velha Branco nasce de uma vinha de 1930

A origem é um dos elementos decisivos deste lançamento. A vinha Eira Velha encontra-se no centro da aldeia de Santa Ovaia de Cima, em Tondela, numa propriedade ligada há várias gerações à família Videira. Muitas das vinhas ainda existentes foram plantadas entre as décadas de 1920 e 1960, preservando castas e parcelas que continuam a dar forma aos vinhos da quinta.

Depois da vindima de 2024, o Eira Velha Branco fermentou durante 10 dias em depósitos de aço inoxidável, com controlo de temperatura. Seguiu-se um estágio de 12 meses em carvalho francês, repartido por duas barricas: uma nova de 600 litros e outra usada de 400 litros.

O vinho apresenta 13,5% de álcool e chega ao mercado com um preço de venda recomendado de 100 euros. A produção fica limitada a 1600 garrafas, consequência direta da dimensão e da natureza da parcela de onde provém.

Lidos em conjunto, estes dados ajudam a perceber a construção do Quinta das Queimas Eira Velha Branco 2024. Há uma base claramente marcada pelo Encruzado, o contributo de várias castas tradicionais e um estágio prolongado em madeira, mas tudo parte de uma vinha específica e de uma produção necessariamente reduzida.

Uma nova etapa para a Quinta das Queimas

A Quinta das Queimas nasceu formalmente como projeto em 2018, quando Cristina e Graça Videira assumiram as propriedades de Santa Ovaia de Cima e avançaram com a modernização dos equipamentos e dos processos de produção.

Em 2024, Cristina Videira passou a gerir integralmente as propriedades, ao mesmo tempo que a nova geração da família se juntou ao projeto. É neste contexto que surge o Eira Velha Branco, com enologia de João Oliveira, como uma referência construída a partir de uma das parcelas mais antigas da propriedade.

A ligação ao passado surge também na forma como a família olha para as vinhas. “Estamos conscientes de que estas vinhas existem muito para além de nós e que somos apenas os seus guardiões do momento. Que durem outros 100 anos é o nosso desejo. É a nossa vez”, resume a família.

Eira Velha Branco integra uma gama de oito vinhos

O novo lançamento junta-se a sete outras referências da Quinta das Queimas: Field Blend Branco 2024, D’Ovaia Tinto 2022, Rosé 2023, Encruzado Branco 2022, Touriga Nacional 2022, Alfrocheiro 2024 e Vinha do Laranjal 2023.

A gama percorre monocastas, field blends e vinhos de vinha, procurando mostrar diferentes expressões das castas e parcelas do Dão. Dentro desse conjunto, o Eira Velha Branco ocupa um lugar próprio pela origem numa vinha centenária, pela produção de apenas 1600 garrafas e pela combinação entre Encruzado e outras variedades tradicionais.

No Quinta das Queimas Eira Velha Branco 2024, a singularidade não depende apenas da quantidade produzida ou do seu posicionamento de preço. Está sobretudo na relação entre uma vinha plantada em 1930, as castas que nela continuam a coexistir e uma abordagem enológica pensada para preservar o carácter de um lugar com quase um século de história.

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