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Terras Sem Sombra vai muito para além da divulgação da música, do património histórico de uma região e da biodiversidade.

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Almodôvar é um dos Municípios que desde a primeira hora está presente no festival Terras Sem Sombra. Esta é a 13ª edição e o balanço não poderia ser mais positivo, segundo António Bota, Presidente da Câmara Municipal de Almodôvar.

“Tivemos a sorte de ter o grupo que organiza o “Terras sem Sombra” a olhar para Almodôvar. Almodôvar tem uma biodiversidade muito grande, tem um espólio cultural ao nível religioso muito grande também, mas é preciso divulga-lo” começa por salientar o presidente da edilidade.  “A vantagem de apostarmos nesta ideia, neste conceito de festival, continua a ser mesma de há uns tempos atras, que é saber que quem cá vem, tem bom gosto, são pessoas de reconhecido valor e mérito nacional e internacional, que se dedicam a apreciar a parte cultural e depois o facto de juntarmos a biodiversidade a esta parte cultural é interessante porque não é mais um visitante que vem ver a igreja e vai embora, mas é um visitante que vem, vê as potencialidades do concelho, leva consigo uma marca, e volta”, acrescentou António Bota.

Salientando que tem de ser invertido o facto de atualmente o concelho ‘viver’ muito do turismo relacionado com a cultura, reconhece o ainda muito trabalho para fazer. Contudo e apesar das dificuldades da economia nacional, o Município está determinado em inverter a situação apostando na divulgação da diversidade da fauna, da gastronomia, dos seus produtos. A esse propósito destacou o facto de Almodôvar estar envolvida, desde a primeira hora, na chamada “Route 66 portuguesa”, a Associação de Municípios da Estrada Nacional 2 (EN2), a qual irá contar com roteiros turísticos, percursos recomendados e o que pode ser feito ao longo deste percurso, dando desta forma, uma nova vida a Almodôvar e à estrada Nacional 2 que une Chaves a Faro passando por 30 municípios, 11 rios e 4 serras.

Aludindo ao facto de Almodôvar ser hoje referida nas revistas mundiais da especialidade, destacou a importância das inúmeras iniciativas culturais como o AlmARTE, artes de rua de Almodôvar (que ganhou o prémio de melhor evento turístico da Região de Turismo do Alentejo) do Facal (feira de arte e artesanato de Almodôvar) e o Escritas do Sul que teve inicio em 2016 a par com a realização da feira do mel e a feira do pão e da, que pela primeira vez, se irá realizar este ano e que será dedicada aos produtos endógenos da terra.

Ainda no âmbito cultural, o autarca não se esqueceu daquele que é Património Imaterial da Humanidade, referindo “Há tempos atras o cante alentejano, era visto como um cante quase de bêbados de gente alcoolizada e hoje em dia somos cantadores do mundo. Almodôvar tem neste momento 8 grupos de cante alentejano, cerca de 120 cantadores envolvidos e raro é o fim-de-semana que não têm espetáculos aqui ou ali. Agora queremos incentivar os mais novos a integrar esses grupos para que o cante alentejano. continue a ter a projeção que alcançou com o facto de ter sido considerado “Património Imaterial da Humanidade”.

Por todas estas razões, diz António Bota, temos de fazer mais e melhor pois “quem cá vem é bem servido, nós temos esse dom de saber receber pessoas e cada vez que temos um evento, temos mais uma vez a possibilidade de divulgar os nossos produtos, os nossos produtores a nossa cultura a nossa terra e deixar uma marca que é quererem voltar ao nosso concelho”.