
O Sporting entrou nos quartos de final da Taça Portugal determinado a assumir o controlo do jogo e acabou por vencer por 3-2 após prolongamento, num duelo muito mais sofrido do que parecia nos primeiros minutos. Frente a um AVS SAD competitivo e sempre pronto a explorar a transição, os leões dominaram territorialmente e criaram as melhores ocasiões, mas a noite acabaria marcada por emoção, reviravoltas e um desfecho decidido apenas nos instantes finais.
A primeira grande ocasião surgiu aos 27 minutos, quando Luis Suárez obrigou o guarda-redes a uma defesa difícil junto ao poste, após assistência de Hjulmand. Na recarga, Luís Guilherme ainda tentou aproveitar, mas viu o remate ser intercetado pela defesa visitante.
Dois minutos depois, o jovem extremo acabaria por desbloquear o encontro. Recebeu na ala direita, puxou para dentro e assinou um remate cruzado perfeito, estreando-se a marcar pelo Sporting.
O golo não travou a cadência ofensiva dos leões, enquanto o AVS SAD procurava responder com saídas rápidas por Tomané e pelos corredores. Já nos descontos, Suárez voltou a ameaçar e Kochorashvili acertou na trave, num lance coletivo de grande qualidade que merecia melhor sorte.
A segunda parte começou tal como a primeira: com uma falta. Desta vez foi Paulo Vítor a travar Daniel Bragança, num lance que deu o tom para um recomeço intenso. Poucos minutos depois, aos 48’, o médio leonino caiu na área e pediu-se penálti, mas o árbitro mandou seguir.
O Sporting voltou a acelerar e, aos 50’, chegou ao segundo golo numa jogada bem trabalhada pelo corredor esquerdo. Ricardo Mangas cruzou para a zona central, onde Suárez surgiu entre os centrais. O toque de calcanhar não levava direção de baliza, mas Paulo Vítor acabou por desviar para a própria baliza.
A pressão leonina manteve-se. Aos 54’, Suárez voltou a ameaçar num gesto técnico de grande qualidade, e pouco depois, lançado por Bragança, atirou por cima. O AVS SAD respondeu aos 59’, num lance polémico: a bola bateu no braço de Hjulmand e, após revisão das imagens, o árbitro assinalou penálti. Pedro Lima converteu e reduziu a desvantagem.
O jogo ganhou uma nova dimensão emocional com o regresso de Nuno Santos, ovacionado em Alvalade após quinze meses de ausência por lesão. O ala não escondeu a emoção e, pouco depois de entrar, voltou a fazer parte dos momentos de maior perigo leonino.
Aos 82’, foi ele quem serviu Pedro Gonçalves para aquilo que podia ter sido o terceiro golo. Pote apareceu isolado, mas atirou para fora, pressionado por um adversário e perante a saída de Bertelli. O Sporting insistia, mas faltava eficácia.
Pouco depois, o jogo virou. Vagiannidis cometeu falta na área e o árbitro assinalou penálti a favor do AVS SAD Na conversão, Nenê manteve a frieza e fez o 2-2, relançando a partida e abrindo a porta ao prolongamento.
O prolongamento começou com a mesma intensidade que marcou todo o encontro. Logo aos 97’, Luis Suárez colocou a bola dentro da baliza, mas o lance foi rapidamente anulado por fora de jogo, decisão confirmada pelo VAR. O Sporting insistia, mas faltava precisão no último toque. Assim terminou a primeira parte do prolongamento.
A segunda parte recomeçou com o mesmo nervosismo. Aos 106’, Maxi Araújo recuperou a bola na área contrária e rematou ao lado, ganhando um canto que terminou com Pote a atirar muito por cima. O Sporting continuava por cima e, aos 108’, Suárez voltou a estar perto do golo, falhando em cima da linha após excelente trabalho de Geny Catamo.
A pressão leonina intensificou-se. Aos 112’, Simões acertou na barra num remate fortíssimo, com um ligeiro desvio de Simão Bertelli. O golo parecia iminente — e chegou aos 116’. Geny Catamo, num lance individual de enorme qualidade, tirou um adversário do caminho e finalizou com classe, devolvendo a vantagem ao Sporting, que ruma às meias finais da Taça de Portugal.





















