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Passe Ferroviário Verde chega aos Urbanos e cobre a rede da CP, à exceção do Alfa Pendular

Passe Ferroviário Verde chega aos Urbanos de Lisboa e Porto e passa a abranger a rede da CP, mantendo o Alfa Pendular de fora.

Comboio parado numa estação com passageiros na plataforma, numa imagem associada ao Passe Ferroviário Verde
O Passe Ferroviário Verde passa a incluir os Urbanos de Lisboa e Porto, mantendo o Alfa Pendular fora dos serviços abrangidos - ®DR

A entrada dos Urbanos de Lisboa e Porto altera de forma significativa o alcance do Passe Ferroviário Verde. O título da CP pode agora ser utilizado nos principais serviços ferroviários de passageiros da empresa, mantendo de fora apenas o Alfa Pendular e conservando o preço de 20 euros por 30 dias.

Na prática, o Passe Ferroviário Verde passa a reunir num mesmo título os comboios Urbanos de Lisboa e Porto, Regionais, InterRegionais e Intercidades. A mudança aproxima deslocações metropolitanas, regionais e de longo curso e dá ao passe uma dimensão que até agora não tinha na rede da CP.

Passe Ferroviário Verde chega aos Urbanos

A inclusão dos Urbanos de Lisboa e Porto é a principal novidade. Estes serviços, utilizados diariamente por milhares de passageiros nas duas maiores áreas metropolitanas do país, passam a integrar um passe que já abrangia outras ligações ferroviárias.

O Passe Ferroviário Verde pode ser utilizado em suporte físico ou digital. Segundo a CP – Comboios de Portugal, o alargamento implicou adaptações tecnológicas e operacionais nos sistemas de venda, validação, fiscalização e controlo de acessos, permitindo que o mesmo título funcione nos diferentes serviços abrangidos.

A alteração é particularmente relevante para quem utiliza o comboio em percursos distintos ao longo do mês. Um passageiro pode, por exemplo, recorrer aos Urbanos numa deslocação diária e utilizar posteriormente serviços Regionais ou InterRegionais sem necessitar de adquirir outro passe ferroviário.

Quanto custa e onde é válido

O preço mantém-se nos 20 euros para 30 dias. O Passe Ferroviário Verde também pode ser adquirido por períodos de 60 ou 90 dias, por 40 e 60 euros, respetivamente.

A utilização abrange os comboios Regionais, InterRegionais, Urbanos de Lisboa e Porto e os Intercidades. Neste último serviço existem, contudo, condições específicas: as viagens são realizadas em 2.ª classe, exigem reserva prévia obrigatória de lugar e estão limitadas a duas viagens por dia.

O Alfa Pendular continua fora do sistema. A exclusão deve ser tida em conta sobretudo nas deslocações de longo curso, já que o Passe Ferroviário Verde não substitui os títulos necessários para viajar naquele serviço.

Um passe com maior alcance na rede da CP

Com esta alteração, o Passe Ferroviário Verde torna-se o primeiro passe da história da CP com utilização em todos os seus serviços comerciais de transporte de passageiros, à exceção do Alfa Pendular. A novidade coloca sob o mesmo título redes urbanas, ligações regionais e viagens Intercidades.

O alargamento aos Urbanos também muda a leitura prática do passe. Até agora, a ausência destes serviços limitava a sua utilização para muitos passageiros de Lisboa e Porto. A integração das redes metropolitanas elimina essa separação e aumenta o número de percursos que podem ser realizados com o mesmo título ferroviário.

Isso não significa, porém, que o passe substitua todas as soluções de transporte existentes. Quem combina comboio com metro, autocarro, elétrico ou outros modos continuará a encontrar nos passes intermodais respostas diferentes, sobretudo para deslocações exclusivamente metropolitanas.

O que muda para os passageiros

A principal mudança está, por isso, na abrangência. O Passe Ferroviário Verde passa a poder acompanhar diferentes tipos de viagem dentro da rede da CP sem alteração do preço mensal de base.

Para quem circula entre cidades, utiliza serviços regionais ou combina esses percursos com os Urbanos de Lisboa e Porto, a nova configuração reduz a fragmentação entre títulos ferroviários. Nos Intercidades, permanecem as regras da reserva obrigatória e do limite diário de viagens.

Com os Urbanos integrados, o passe assume assim um papel mais amplo no sistema ferroviário nacional. O valor continua a ser 20 euros por 30 dias, mas o território ferroviário que esse preço permite percorrer dentro dos serviços da CP é agora substancialmente maior.

aNOTÍCIA.pt