
O FC Porto venceu o Benfica por 3-1 num dos duelos mais intensos da temporada. O clássico no Dragão ficou marcado por uma primeira parte disputada ao milímetro, onde a expulsão de Lenglet deixou os encarnados reduzidos a dez jogadores. Apesar de o Benfica ter entrado forte no segundo tempo e alcançado o empate, a eficácia coletiva dos azuis e brancos acabou por ditar o rumo da partida, garantindo três pontos cruciais à formação da casa perante as bancadas do seu estádio.
Aos cinco minutos, Gabri Veiga recebeu o primeiro cartão amarelo, devido a uma entrada sobre Bah. Nos minutos iniciais do clássico no Dragão, o Benfica manteve a iniciativa e voltou a aproximar-se da baliza de Diogo Costa. Sudakov rematou contra Bednarek aos 11 minutos e, pouco depois, Prestianni apareceu ao segundo poste para cabecear por cima, após um cruzamento de Rafa.
A principal oportunidade encarnada surgiu aos 18 minutos. Uma saída de Diogo Costa deixou a baliza portista desprotegida e Bah tentou aproveitar o espaço com um remate de pé esquerdo. A bola seguia na direção da baliza, mas Pablo Rosario conseguiu afastá-la para canto.
Gabri Veiga coloca o FC Porto em vantagem
O FC Porto foi equilibrando a partida e começou a aproximar-se com maior frequência da área defendida por Samuel Soares. Aos 25 minutos, Lenglet recebeu o primeiro cartão amarelo por travar Froholdt quando o médio seguia em direção à baliza. Gabri Veiga cobrou o livre, mas rematou por cima.
O golo que alterou o marcador apareceu aos 31 minutos. Bednarek lançou Pepê com uma bola longa para o corredor esquerdo. O brasileiro controlou o passe e encontrou Gabri Veiga nas costas da defesa do Benfica. O médio espanhol entrou na área e bateu Samuel Soares, colocando o FC Porto em vantagem no clássico no Dragão.
Expulsão de Lenglet deixa o Benfica com dez jogadores
Pouco depois do golo, o clássico no Dragão, ficou marcado por uma nova decisão disciplinar. Prestianni viu o cartão amarelo aos 34 minutos por protestos e, no minuto seguinte, Lenglet recebeu a segunda advertência depois de atingir André Silva na face. O defesa francês foi expulso e deixou o Benfica em inferioridade numérica.
A expulsão alterou o cenário do clássico no Dragão e levou os dois treinadores a mexerem nas respetivas equipas. Marco Silva retirou Sudakov e lançou Circati para recompor o setor defensivo, enquanto Francesco Farioli substituiu Gabri Veiga, já amarelado, por In-Beom Hwang.
O FC Porto esteve perto do segundo golo aos 41 minutos, após um atraso de Circati colocar William Gomes diante de Samuel Soares. O guarda-redes encarnado impediu o remate de terminar na baliza. Na resposta, Rafa conduziu um contra-ataque e serviu Pavlidis, que rematou de primeira ligeiramente ao lado.
Já durante a compensação, Rafa tentou surpreender Diogo Costa num livre estudado, mas a bola saiu ao lado. O intervalo chegou com o FC Porto a vencer por 1-0 e o Benfica com dez jogadores, após uma primeira parte marcada pelo golo de Gabri Veiga e pela expulsão de Lenglet.
Benfica empata no reatamento, mas dragões respondem com eficácia
O clássico no Dragão recomeçou com sinal mais do FC Porto, que ameaçou logo aos 49 minutos num remate de fora da área de Pablo Rosario, defendido com segurança por Samuel Soares. No entanto, foi o Benfica a dar o primeiro golpe na etapa complementar. Aos 51 minutos, Prestianni fez uma diagonal perfeita pela esquerda e cruzou para a área, onde Alexander Bah apareceu a desviar de cabeça para o fundo das redes de Diogo Costa, restabelecendo a igualdade no marcador.
A resposta portista foi imediata e de grande eficácia. Apenas três minutos depois, aos 54 minutos, Pablo Rosario descobriu André Silva na zona central; o avançado, com um toque subtil, colocou a bola entre as pernas da defesa encarnada e isolou Victor Froholdt, que rematou de primeira para fazer o 2-1. O golo voltou a colocar os dragões em vantagem e incendiou as bancadas neste emocionante clássico no Dragão.
Hwang In-Beom estreia-se a marcar e FC Porto aumenta a vantagem
Embalada pela vantagem e pela superioridade numérica, a formação da casa continuou a carregar no clássico no Dragão. Aos 60 minutos, André Silva voltou a ser decisivo ao cruzar pelo corredor direito para o interior da área, onde Hwang In-Beom se antecipou a Aursnes para cabecear e fazer o 3-1, estreando-se a marcar com a camisola dos dragões. Pouco depois, André Silva esteve muito perto de dilatar ainda mais a vantagem após um cruzamento de Froholdt, mas Samuel Soares evitou o golo com uma grande intervenção junto ao poste inferior esquerdo.
A partir do minuto 69, o ritmo do jogo quebrou devido às paragens para substituições e à lesão de Martim Fernandes, que forçou a sua saída para a entrada de Francisco Moura no FC Porto — que lançou também Borja Sainz para o lugar de William Gomes. Pablo Rosario ainda tentou o quarto golo num remate de fora da área aos 70 minutos, mas a bola saiu ao lado. O encontro segue disputado a um ritmo intenso no meio-campo, com o FC Porto a tentar gerir a vantagem e o Benfica a procurar responder ao desgaste na reta final deste clássico no Dragão.
Diogo Costa segura reação encarnada e confirma triunfo portista
Na reta final do clássico no Dragão, o Benfica tentou esboçar uma reação para voltar a entrar na discussão do resultado. Aos 81 minutos, o ambiente nas bancadas aqueceu com uma forte ovação dos adeptos portistas a Samu, que iniciou os exercícios de aquecimento. Pouco depois, aos 83 minutos, Pavlidis dispôs de uma boa oportunidade num remate forte de fora da área, mas Diogo Costa voou para negar o golo ao avançado grego com uma defesa segura.
A fechar as intenções ofensivas, aos 84 minutos, Jakub Kiwior tentou isolar Borja Sainz com um passe em profundidade, mas o espanhol foi apanhado em posição irregular. Até ao apito final, a formação azul e branca controlou as operações com bola perante um adversário desgastado pela inferioridade numérica. O marcador não sofreu mais alterações e confirmou-se a vitória do FC Porto por 3-1, garantindo três pontos cruciais num equilibrado e intenso clássico no Dragão.





















